5 vilãs memoráveis de novelas mexicanas da última década

Jonathas Lopes
Jonathas Lopes

O universo latino sempre esteve recheado de personagens cativantes e inesquecíveis não é mesmo? Não é de hoje que as telenovelas preenchem com firmeza a exigência dos mais variados tipos de telespectadores. A presença dos vilões sempre foi um dos pontos altos dos folhetins, pois eles funcionam como o ponto limite para a maioria dos conflitos das tramas.

Pois bem, nem sempre esses vilões são apenas peças que se movem na história. Em algumas ocasiões esses personagens surgem na tela com alguma justificativa ou motivação, fato este que expõe um lado mais humanizado (o que é ótimo!), pois traz mais verossimilhança para a história. Todavia, mesmo com essa humanização, muitos vilões não deixam de ser odiados pelo público.

Pensando nisso o Estrela Latina separou 5 vilãs de novelas mexicanas que irritaram o público na última década, confira:

5 – Cynthia Montero – La Que No Podía Amar (2011-2012)

Susana González viveu a irresponsável Cynthia em La Que No Podía Amar. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Susana González é uma excelente atriz e nessa produção do “El Guero” Castro ela provou mais uma vez sua posição.

Cynthia tenta fugir da Fazenda após ser comprovado que ela matou Efraín. (Foto: Televisa S.A. de C.V.)

Cynthia começou apenas impulsiva, irresponsável e indignada com as decisões do irmão Rogelio (Jorge Salinas), mas a medida que a trama avançava, a personagem atingia uma construção cada vez mais interessante, até atingir o ápice na reta final da trama chegando a matar, fingir insanidade, rejeitar a mãe e a própria filha e pôr fogo na fazenda da família.

Cynthia põe fogo na fazenda “Del Fuerte”. (Foto: Reprodução/ Televisa S.A. de C.V.).

A personagem foi coerente, uma vez que apresentou uma construção constante, fugindo do estereótipo que vilã precisa gritar, assassinar grande parte do elenco, etc., para fazer sucesso.

4 – Nora Murillo de Gaxiola – El Color De La Pasión (2014)

Nora tenta atirar em Marcelo por ciúmes. (Foto: Reprodução/Televisa S.A. de C.V.).

Em alguns casos uma dose de complexidade nos personagens é sempre bem-vinda, sempre que bem exposto para o público. Esse foi o caso de Nora (Ximena Romo). A vilã não chegou a ser uma serial killer (e mais uma vez – não é necessário chegar a tanto para ser considerada como uma boa vilã), mas prejudicou muito a vida de sua “meia-irmã” Lucía (Esmeralda Pimentel).

A forma como a personagem é desenvolvida foi, sem dúvidas, um grande acerto, pois Nora não era apenas mais uma vilã folhetinesca, mas acima disso, ela era um ser humano e os roteiristas souberam comprovar com maestria isso para o público.

Nora se suicida após descobrir que não é filha de Alonso. (Foto: Reprodução/Televisa S.A. de C.V.).

Ao longo da trama diversos acontecimentos comprovavam isso, como a necessidade constante da vilã em chamar atenção, os surtos que sempre acabavam em tragédias e o seu desfecho, que encerra o ápice que uma pessoa com problemas pode chegar caso não receba os cuidados necessários.

3 – Josefa Bravo – Yo No Creo En Los Hombres (2014 – 2015)

Josefa foi interpretada por Azela Robinson. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Mesmo não sendo do núcleo principal da trama, Josefa (Azela Robinson) é uma personagem que chama atenção, e fez o público “querer saltar na TV” em muitas ocasiões.

A vilã, que possui traços do humor negro, torcia para ver seus vizinhos em situações de risco. O grande trunfo de Josefa era sua “filha” Isela (Fabiola Guajardo), a qual era manipulada pela mãe para seduzir um juiz, a fim de conseguir vingança. O motivo? Josefa culpa o juiz Claudio, interpretado por Alejandro Camacho, pela morte de sua primeira filha.

Josefa atormentava seus vizinhos. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

A personagem protagonizou cenas memoráveis como quando corria pela vizinhança aos gritos, destratava sua filha Isela, ou até mesmo quando levava bebida alcoólica para o seu vizinho Fermín (Juan Carlos Colombo) – que estava se recuperando do vício.

Isela foi objeto de vingança de Josefa. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

A vilã se tornou memorável, porém a grande responsável por isso, é, sem dúvidas, Azela Robinson – a qual mais uma vez entregou uma excelente performance.

2 – Rebeca Murillo de Gaxiola – El Color De La Pasión (2014)

Claudía Ramirez interpretou Rebeca Murillo em El Color De La Pasión. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Mais um membro da família Gaxiola volta a aparecer nessa lista, e com grande motivo, pois Rebeca (Claudía Ramirez) é uma das vilãs mais humanizadas que a TV mexicana já teve nessa última década. Porém, nem por isso, a personagem ficou livre das repulsas do público, o qual torcia para a vilã ser desmascarada a cada capítulo (e nem demorou tanto né?, mas mesmo assim a vilã seguiu aprontando).

Cena de “El Color De La Pasión”. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Rebeca não chegou a matar nenhum personagem diretamente (tudo bem, talvez a morte do Alonso tenha sido intencional, risos), mas, na maioria das vezes estava presente quando algum dizia adeus à história, como quando sua irmã Adriana, em uma participação especial de Ariadne Díaz, acaba caindo da sacada – durante uma discussão com ela, ou quando, por desprezo, não entrega os remédios para seu esposo Alonso (René Strickler), e este acaba tendo um infarto.

Rebeca tenta matar Ricardo, porém não tem sucesso. (Foto: Reprodução/ Televisa S.A. de C.V.).

Apesar de não ser uma assassina declarada (como muitos gostam de pintar as vilãs!), Rebeca era falsa, manipuladora, fez de sua filha Nora (Ximena Romo) a sua representação, conservando ódio e inveja na própria filha para com a meia irmã Lucía (Esmeralda Pimentel). Em um momento da trama Lucía pensa estar grávida de Marcelo (Erick Elías) e, Rebeca, temendo que o casal se reconcilie, coloca um abortivo na bebida da sobrinha.

Rebeca interrompe o casamento de sua irmã Magdalena. (Foto: Reprodução/ Televisa S.A. de C.V.).

Claudía Ramirez imprimiu aqui uma vilã elegante, capaz de qualquer coisa para atingir seus objetivos, todavia, também entregou uma personagem humanizada. Quando Federico (Alfonso Dosal) tira a própria vida na frente da vilã, ela passa dias perturbada com o ocorrido, protagonizando um dos melhores momentos da personagem – a cena que Rebeca entra no banheiro vestida e começa a se esfregar como se estivesse com nojo de si mesma, espetacular!.

Rebeca usa a mesma arma que Federico se suicidou para tirar sua própria vida. (Foto: Reprodução/ Televisa S.A. de C.V.).

Uma vilã tão icônica merece um final ao seu nível, não é mesmo? E ela teve!

1 – Úrsula Santíbañez – Yo No Creo En Los Hombres (2014-2015)

Rosa María Bianchi interpretou a mal amada Úrsula. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Ninguém merece uma mãe como Úrsula, o verdadeiro demônio representado em um ser humano. Rosa María Bianchi encarnou um papel a sua altura (como a excelente atriz que é!), e fez o público odiar capítulo a capítulo sua personagem.

Cena de “Yo No Creo En Los Hombres”. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Úrsula foi uma vilã esperta, manipulava constantemente seus filhos, Daniel (Flavio Medina) e Maleny (Sophie Alexander). O primeiro era o preferido da megera (mesmo assim acabou sendo morto pela própria mãe no final da trama, ainda que de forma não intencional, ja que a bala era para outra pessoa), fato este comprovado por meio da superproteção que ela manifestava a seu favor, como quando defendeu o filho, quando este estuprou a mocinha Maria Dolorores, interpretada por Adriana Louvier.

Úrsula atira em seu próprio filho nos momentos finais da trama. (Foto: Televisa S.A. de C.V.).

Em contrapartida, Maleny era rejeitada e humilhada por ela, e vivia com o trauma de ter supostamente atirado no pai quando criança, porém isso não passava de uma mentira contada por Úrsula para se livrar da responsabilidade pela morte do marido (que maldade!). Como se não bastasse, a vilã ainda quase provocou a morte de sua ex-nora e prejudicou a família de Maria Dolores até o último momento.

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Jonathas Lopes

Jonathas Lopes

Amante de teledramaturgia e cinema. Crítico de televisão nas horas vagas, e apaixonado pelo universo Star Wars.

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