A Busca: Netflix lança impactante série sobre misterioso desaparecimento que paralisou o México

Cadu Safner
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A Busca (Divulgação: Netflix)
A Busca (Divulgação: Netflix)

A Busca, este é o nome da produção que entrou para o catálogo da Netflix neste fim de semana e que concentra-se no misterioso desaparecimento de uma menina na Cidade do México, conhecida como “O caso Paulette“. A série de antologia criminal, produzida pela Dynamo, é estrelada por Regina Blandón e Dario Yazbek. Paulette Gebara Farah é uma menina de quatro anos com várias dificuldades de aprendizado desapareceu da noite para o dia.

Em 2010, quando Paulette desapareceu, a comunidade se reuniu e começou uma busca incansável para encontrá-la. A mãe da menina, Lizette Farah, alegou que havia colocado seu bebê na cama naquela noite como de costume e que desapareceu no meio da noite; era muito difícil para a polícia encontrar uma pista.

A cronologia do desaparecimento 

DOMINGO, 21 DE MARÇO DE 2010 

Naquela noite, Paulette chegou do Valle de Bravo à sua casa, localizada em Huixquilucan, acompanhada por sua irmã e pai, Mauricio Gebara. A mãe dos pequenos, Lizette Farah, aguardava a chegada deles para prepará-los para dormir. Este foi o último dia em que viu a Paulette.

SEGUNDA-FEIRA, 22 DE MARÇO 

De manhã, Erika, uma das duas babás de Paulette, veio acordá-la para levá-la à escola e notou o seu desaparecimento. Ela, então, notificou Lizette e começou a busca no prédio, localizado na rua Hacienda del Cuervo.

Mauricio Gebara notificou sua irmã do desaparecimento, que relatou o caso às autoridades de Huixquilucan; Posteriormente, o prefeito notificou o Procurador Geral da Edomex.

TERÇA-FEIRA, 23 DE MARÇO 

A menina não apareceu, sua família revistou todo o apartamento e o prédio. Não havia sinais de roubo ou sequestro; os lençóis estavam intactos, assim como as janelas e todo o acesso à casa. O complexo habitacional tinha vigilância, mas ninguém viu nada. Onde estava a pequena Paulette? Eles não conseguiram sair sozinhos, disseram eles, porque ela tinha uma deficiência motora e de linguagem.

QUINTA-FEIRA, 25 DE MARÇO 

À tarde, a Procuradoria Geral do Estado do México publica um pôster com a foto do menor e algumas informações que mostram sua idade, aparência e deficiências físicas. Tia da pequena Paulette, Arlette Farah enviou e-mails e enviou a foto da menina para as redes sociais, onde as notícias se espalharam com grande velocidade.
Internautas desencadearam uma busca massiva.

DOMINGO, 28 DE MARÇO 

À noite, Lizette Farah telefonou para o suposto raptor, pediu que sua filha fosse devolvida a ela, que a deixassem em um shopping ou local movimentado e garantiu, na televisão, que não haveria retaliação.

Lizette não chorou, mas ela parecia nervosa nos vídeos. Após a notificação, ele distribuiu panfletos com o rosto de Paulette, ordenado a colocar anúncios espetaculares na televisão e no transporte público.

Mauricio também apareceu na mídia solicitando que sua filha fosse devolvida a ele. Ele lembrou que tinha saído para se exercitar na manhã de segunda-feira, 22 de março, quando Paulette aparentemente desapareceu.

SEGUNDA-FEIRA, 29 DE MARÇO 

O procurador-geral do Estado do México anunciou que enraizará Mauricio Gebara e Lizette Farah, além das irmãs Erika e Martha Casimiro, babás de Paulette, por falsidade e inconsistências nas declarações.

Cada um deles, em determinado momento, falsificou sua declaração, o que tornou difícil conhecer a verdade dos fatos e esclarecer uma linha firme de investigação“, disse o advogado Alberto Bazbaz na época.

TERÇA-FEIRA, 30 DE MARÇO 

Os pais de Paulette passaram algumas horas na Procuradoria do México e depois foram transferidos para um hotel. No mesmo dia, especialistas da agência colocaram cobertores em casa para realizar a reconstrução dos fatos com a presença dos pais.

QUARTA-FEIRA, 31 DE MARÇO 

Por volta das 2:00 da manhã, o corpo da pequena Paulette foi encontrado morto em seu próprio quarto, um lugar onde especialistas já haviam ido com cães treinados e onde a mãe da menina havia dado entrevistas.

A menina morreu devido a um acidente, disse Bazbaz, que morreu de “asfixia mecânica devido à construção da narina e pressão tóraxabdominal“.

SÁBADO, 03 DE ABRIL 

A mãe de Paulette, Lizette Farah, iniciou um processo de amparo contra arraigo, pois alegou não ter intervindo nos eventos que causaram a morte de sua filha. Os especialistas indicaram que a mulher sofria de transtornos de personalidade. Durante o procedimento, a sra. Farah foi indiciada.

DOMINGO, 04 DE ABRIL 

Um juiz concedeu liberdade aos pais e babás de Paulette. Mauricio Gebara deixou o hotel onde estava às 10h20; Lizette Farah, a principal suspeita, às 11h, e as babás Erika e Martha Casimiro ao meio-dia. Ninguém poderia deixar o país enquanto as investigações continuavam.

SEGUNDA-FEIRA, 5 DE ABRIL 

Em entrevistas separadas, Mauricio Gebara e Lizette Farah entraram em uma guerra de acusações verbais. Enquanto Lizette alegou que o marido a culpava pela morte de Paulette, ele disse que a morte não poderia ter sido apenas um acidente e que ele não poderia colocar as mãos no fogo por sua esposa.

TERÇA-FEIRA, 06 DE ABRIL 

O corpo da pequena Paulette foi enterrado no Panteão Francês de Legaria, na Cidade do México. A procissão do funeral foi conduzida pela mãe da menina, a família Gebara não compareceu ao funeral por causa de um “acordo”.

Cadu Safner

Cadu Safner

Jornalista e editor-chefe do site Estrela Latina (Metrópoles), repórter com passagens na RedeTV!, Band, AllTV e no portal Terra. Desempenhou funções em editoriais de moda, política, policial e também assina a coluna Holofote, no site Observatório da TV (UOL).

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