Ai, que medo! Sete novelas sombrias para você maratonar neste Halloween

Cadu Safner
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La Chacala (Reprodução: TV Azteca)
La Chacala (Reprodução: TV Azteca)

O Halloween, festejo típico americano onde o medo, os sustos e as ‘travessuras’ são celebrados, acontece hoje. Para alguns, a ocasião perfeita para se fantasiar e pregar peças nos mais chegados. Para outros, a data perfeita para passar a noite em casa, sozinho ou com amigos, maratonando filmes e séries de terror regadas a pipoca e refrigerante.

Mas e os fãs de novelas? Como ficam nessa história? Será que o clima do Dia das Bruxas também tem lugar para eles? Apostando que sim, o Estrela Latina separou uma lista de sete folhetins hispânicos, de vários países, cujo tom sombrio combina perfeitamente com o feriado de 31 de outubro. Confira!

El Extraño Retorno de Diana Salazar

Esta produção mexicana de 1988 é há tempos cultuada pelos fãs da Televisa, mas somente agora, graças a uma reprise no canal pago Tlnovelas – e a uma ‘ajudinha’ da internet – pôde ser conferida na íntegra pelos fãs de todos os países.

A história começa em 1640, na cidade de Zacatecas, Nova Espanha, quando uma jovem da alta sociedade, Leonor de Santiago (Lucía Méndez), desenvolve poderes paranormais e é acusada por sua rival, Lucrecia (Alma Muriel), de praticar bruxaria.

Ela e seu noivo, o nobre Eduardo Carbajal (Jorge Martínez) – cobiçado por Lucrecia -, são então condenados à morte na fogueira pela Santa Inquisição.

A ação então é transposta para a década de 1980, onde temos agora Diana Salazar (Lucía Méndez), estudante universitária de classe média, buscando compreensão para as estranhas habilidades psíquicas que possui.

Quando ela e sua própria psiquiatra, Irene (Alma Muriel), se apaixonam pelo mesmo homem, o engenheiro Mario Villareal (Jorge Martínez), vem à tona que esse mesmo triângulo amoroso já foi vivido por eles em outra encarnação, como Leonor, Lucrecia e Eduardo.

O grande destaque fica por conta da arrepiante caracterização de Lucía Méndez, adotando lentes de contato amarelas a cada cena em que Diana ou Leonor usam seus poderes sobrenaturais.

El Maleficio

Clássico dos clássicos do terror nas novelas mexicanas, este folhetim é recordado até hoje como pioneiro no gênero em retratar a bruxaria e o ocultismo. Rodado em 1983, chegou a ser exibido no ano seguinte no Brasil, pelo SBT, sob o título de Estranho Poder.

A história tem início quando a jovem viúva Beatriz (Jacqueline Andere), mãe do pequeno Juanito (Armando Araiza), casa-se pela segunda vez com o milionário Enrique de Martino (Ernesto Alonso).

O que ela não imagina é que Enrique é líder de um culto satânico e se uniu a ela pela mais diabólica das razões: fazer de Juanito seu sucessor.

Infelizmente, El Maleficio jamais pôde ser encontrada na íntegra na internet, tendo apenas alguns poucos capítulos publicados no YouTube. Volta e meia, porém, surge na Televisa a ideia – até hoje não concretizada – de se produzir uma nova versão dessa história.

La Chacala

Este curioso título – cuja tradução pode significar algo como ‘a fera’ ou ‘a monstra’ – remete a uma inusitada produção da TV Azteca, principal concorrente da Televisa no México, nos idos de 1997. Foi produzida e protagonizada pela lendária atriz Christian Bach (1959-2019).

A história começa com uma maldição lançada sobre a esposa do milionário Javier Almada (Jorge Rivero), que morre no parto após dar à luz filhas gêmeas – uma das quais será a habitação de uma terrível entidade.

Vinte anos depois, o mistério gira em torno das duas – a empoderada médica Gilda ou a frágil paraplégica Liliana, ambas vividas por Bach – cumprirá o destino de se transformar na ‘besta’ referida no título.

El Fantasma del Gran Hotel

Estamos agora diante de uma produção colombiana, ambientada em um luxuoso hotel cujo proprietário, Américo Esquivel (Gustavo Corredor), é assassinado pelos próprios empregados ao recusar-se a revelar-lhe o lugar onde esconde um determinado tesouro, que sempre guardou a sete chaves.

Contratado para investigar o paradeiro desse tesouro, o detetive Miguel Toro (Michel Brown) se muda para o local disfarçado como um hóspede qualquer e acaba se apaixonando pela ascensorista Irene (Ana Lucía Domínguez), jovem com dons paranormais que começa a ter visões com o falecido Américo, clamando por justiça sobre seus algozes.

El Fantasma de Elena

Esta história escrita por Humberto Kiko Olivieri – e rodada em 2010 pela Telemundo – foi concebida como um remake de uma outra famosa obra sua, Julia, datada da Venezuela dos anos 1980 e que tem inspiração, por sua vez, na trama brasileira A Sucessora (1978).

A história tem início quando Elena Lafé (Elizabeth Gutiérrez) se apaixona pelo misterioso Eduardo Girón (Segundo Cernadas) e casa-se com ele a poucos dias de conhecê-lo.

Ao ir, porém, viver com a família do amado, descobre que ele teve uma primeira esposa, Elena Calcaño (Ana Layevska), que se suicidou no dia do casamento – para desespero de sua irmã gêmea, Daniela (Ana Layevska), internada em um hospício desde então.

As coisas começam a se complicar quando a protagonista começa a ser assombrada por visões que parecem significar o fantasma da outra Elena, reclamando seu lugar.

Seria mesmo uma aparição sobrenatural? Elena Lafé estará imaginando coisas? Ou estaria Daniela se passando pela irmã morta?

Para aqueles que se interessaram pela trama tão misteriosa e inusual de El Fantasma de Elena, um conselho: não se empolguem tanto.

O mote original da obra não foi aprovado pela audiência e acabou encerrando-se por volta do capítulo 30, para dar lugar a uma nova sinopse, mais folhetinesca e tradicional.

Serafim

Quem disse que as crianças também não têm direito a uma boa dose de sustos? Ela ocorre, nem sempre de forma voluntária, em Serafim, novela infantil produzida com ‘requintes’ de computação gráfica pela Televisa, em 1999 – e exibida dois anos depois pelo SBT.

O personagem-título é um anjo da guarda de visual computadorizado que é enviado à Terra para cuidar do menino Zezinho (Jorge Landeta), que sofre com as constantes brigas entre seus pais, a bondosa Carmem (Maribel Guardia) e o mau caráter Raul (Guillermo García Cantú). Sua chegada desperta a ira de Lúcio Fernandes (Enrique Rocha), um perigoso agente diabólico.

No caso desta novela, os sustos não ocorrem tanto pela parte ‘sobrenatural’ da trama – bastante lúdica e repleta dos piores efeitos especiais existentes na época -, mas sim da truculência de várias sequências, como o desfecho do vilão Henrique (Rafael Rojas), que segue jurando devoção a seu mestre satânico mesmo após ter os olhos literalmente decepados por ele.

Quase Anjos

Nesta trama argentina, exibida no Brasil pela Band entre 2010 e 2011, um grupo de crianças e adolescentes descobrem-se guardiões de uma dimensão paralela, conhecida como Eudamon, e ambicionada pela Corporação CC, uma sombria organização liderada pelo enigmático João Cruz (Mariano Torre).

Os momentos mais sinistros da história têm início quando o vilão misterioso se revela uma espécie de espírito-parasita, dando início a uma série de possessões sobre vários personagens, como o fragilizado Salvador (Nicolás Pauls) e a menina Caridade (Daniela Aita) – possessões esta que quase sempre terminam na morte dos hospedeiros.

***Texto e pesquisa do jornalista Felipe Brandão

Cadu Safner

Cadu Safner

Jornalista e editor-chefe do site Estrela Latina (Metrópoles), repórter com passagens na RedeTV!, Band, AllTV e no portal Terra. Desempenhou funções em editoriais de moda, política, policial e também assina a coluna Holofote, no site Observatório da TV (UOL).

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