Astro de Harry Potter, Daniel Radcliffe rebate comentários polêmicos feitos pela criadora da saga

Vander Dias
Vander Dias
Ator rebate comentários feitos pela escritora da saga Harry Potter/ Foto: Reprodução

O ator britânico Daniel Radcliffe de 30 anos, conhecido mundialmente por ter dado vida ao personagem Harry Potter nos cinemas veio à público rebater uma série de comentários feitos pela autora da saga, J.K. Rowling no último domingo (07). Nos tuítes publicados, a escritora afirmava que mulheres transexuais não poderiam ser consideradas mulheres, e imediatamente recebeu diversas críticas por parte da comunidade LGBT+ que a acusou de transfobia.

Em um texto publicado no site Trevor Project, organização sem fins lucrativos dedicada aos cuidados e intervenção de suicídios à população LGBT+, o astro dos filmes evidencia seu posicionamento sendo contrário ao de Rowling ao dizer que “mulheres trans são mulheres” e afirma ainda que “Qualquer declaração ao contrário apaga a identidade e a dignidade de pessoas transgênero e vai contra todos os conselhos dados por associações profissionais de saúde que têm muito mais experiência no assunto”.

Ao longo de seu depoimento, Daniel deixa claro que não tem a intenção de fazer disso uma briga entre ele e a autora e sim quer chamar atenção para a discriminação e pedir apoio para as pessoas não binárias e transgêneras que sofrem cotidianamente pela falta de reconhecimento de suas identidades de gênero.

Da esquerda à direita, os atores Rupert Grint (Ron Weasley), a autora dos livros J.K. Rowling, Daniel Radcliffe (Harry Potter) e Emma Watson (Hermione Granger) no lançamento de um dos filmes da saga Harry Potter/ Foto: Reprodução

O intérprete de Harry Potter ainda pede desculpas e se solidariza com os fãs que agora sentem a experiência de ter acompanhado a saga de livros comprometida após a polêmica causada por J.K, e termina dizendo “Espero de verdade que vocês não percam totalmente o que foi valioso nessas histórias para vocês. Se esses livros ensinaram que amor é a maior força do universo, capaz de superar qualquer coisa; se eles ensinaram que a força é encontrada na diversidade, e que ideias dogmáticas de pureza levam a opressão de grupos vulneráveis; se vocês acreditam que um personagem em particular é trans, não-binário, ou tem gênero fluido, ou é gay ou bissexual; se você encontrou qualquer coisa nessas histórias que ressoou em você e ajudou em qualquer momento de sua vida — então isso é entre você e o livro que você leu, e isso é sagrado.”

 

Vander Dias

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