Com tempero latino e tentativa insistente de ser engraçada, “Salve-se Quem Puder” estreia na Globo

Vander Dias
Vander Dias

A Rede Globo estreou na noite desta segunda-feira (27) sua mais nova aposta para o horário das 19 horas, “Salve-se Quem Puder”. Bem solar e com muitos exageros nas cenas e situações ao longo do capítulo, a trama escrita por Daniel Ortiz deixa evidente que pretende fazer uma homenagem à cultura latina de base hispânica, algo presente no histórico do autor que trabalhou no México por um breve período.

Em seu primeiro capítulo, “Salve-se Quem Puder” apresentou as suas três protagonistas, Luna (Juliana Paiva), Alexia (Deborah Secco) e Kyra (Vitoria Strada). A trama inicia com as três reunidas em uma sequência de fuga e perseguição ambientada em Cancún no México, é que elas presenciam o assassinato de um juiz brasileiro por um quadrilha de bandidos que agora querem se livrar de qualquer testemunha do crime. Após o carro em que elas seguiam capotar, a história dá uma volta no passado, e tenta explicar ao telespectador como elas foram parar ali.

Luna (Juliana Paiva) é uma camareira em um grandioso conjunto de hotéis na cidade de Cancún, a personagem é uma caricatura perfeita de qualquer mocinha já vista em uma novela clássica mexicana. Devota de Nossa Senhora de Guadalupe, fã de novelas, sonha em viver algo como vê na televisão. A moça vive com o pai cadeirante e sofre com o abandono da mãe que largou a família há muitos anos. Já viu essa história em algum lugar?

A personagem está animada com a chegada de um grupo de atores brasileiros que estão indo para o local gravar uma nova novela. É aí que entra a personagem de Deborah Secco.

Alexia é uma mulher acima dos trinta anos, aspirante a uma carreira de atriz, vibrante e bem alto astral, na sua apresentação vemos ela disputando um teste de elenco com a irmã, com direito a troca de farpas e cenas forçadas de humor que lembram esquetes de qualquer programa cômico que não deram certo no canal. Ela acaba perdendo o papel na novela, mas acaba ganhando um anel do avô que atribui ser um amuleto da sorte, conseguindo então reverter a situação a seu favor e garantindo papel na novela que terá cenas gravadas no México.

Na noite da peça teatral em que Alexia se apresentava, surge Kyra (Vitoria Strada), quem está noiva de Rafael (Bruno Ferrari) e tem por grande aspiração se casar e formar uma família. A moça desengonçada se mete em diferentes confusões e está sempre derrubando e perdendo tudo. A personagem rendeu diversas situações forçadas a parecer como engraçadas que faria qualquer um questionar a qualidade do trabalho de Vitoria se não a conhecesse.

Após se meter em várias confusões, Kyra fica noiva de Rafael – continua tendo vários acidentes – os dois planejam se casar em Cancún. No dia da viagem, o passaporte do noivo está vencido, e ela acaba seguindo sozinha rumo ao país, enquanto ele acerta sua situação.

Ao mesmo tempo, Alexia está indo no mesmo voo, que também terá o juiz famoso por prender diversos políticos como um dos passageiros. A quadrilha de bandidos que tem por objetivo matá-lo pretende executar o plano no avião. No entanto, a desequilibrada Kyra acaba intervindo na situação que torna as cenas um repleto circo, com passageiros alvoroçados e uma possível queda do avião, deixando a sequência para o próximo capítulo.

O que se pode esperar?

“Salve-se Quem Puder” perseguirá a vida das três mocinhas após a quadrilha finalmente conseguir executar o plano de assassinar o juíz em terra e as mesmas presenciarem a cena. Daí, elas entrarão no programa de segurança à testemunhas e precisarão mudar de identidade, fazendo todos os seus entes queridos acreditarem que elas faleceram durante a tempestade que assolará Cancún.

Se depender do primeiro capítulo, teremos cenas com diversas tentativas de humor, a proposta de Ortiz beira a mais clássica fórmula circense que a Globo já apresentou em outros tempos no horário. Assumindo uma identidade que tentar homenagear ou fazer uma paródia da cultura latina, a novela apresenta personagens com tipos traçados e caricatos, bem diferente de sua antecessora “Bom Sucesso” que trabalhava a realidade de forma mais humanizada, e insiste no formato esquete que tenta tirar sarro em cima de toda situação, com direito a acidentes, brigas com objetos/alimentos e trocas atravessadas de farpas.

Em entrevista, o diretor da novela Fred Mayrink comentou que a novela seria uma bela homenagem ao diretor Jorge Fernando que faleceu no ano passado, pudemos ver parte disso já em sua estreia, quando eles repetem uma fórmula de direção muito utilizada por ele.

Em tempo, a novela estreou com 27 pontos e picos de 30 no Ibope na Grande São Paulo, a audiência pode sofrer alterações no consolidado.

Vander Dias

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