Lésbicas de Amar a Morte, do Globoplay, viraram hit na web e destaque em premiação internacional

Cadu Safner
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"Juliantina" é o shipe de Juliana (Barbara López) e Valentina (Macarena Achaga) em Amar a Morte (Reprodução: Televisa S.A.)
"Juliantina" é o shipe de Juliana (Barbara López) e Valentina (Macarena Achaga) em Amar a Morte (Reprodução: Televisa S.A.)

O Globoplay estreia nesta segunda-feira (4) a novela Amar a Morte, que apresenta Angelique Boyer como protagonista. Entretanto, a superprodução mexicana ganhou bastante holofote e alcançou projeção internacional através do casal lésbico “Juliantina“, shipe de Juliana (Barbara López) e Valentina (Macarena Achaga).

A aposta numa história fora do convencional das tramas da Televisa, por sua vez, fez com que as atrizes ganhassem elogios da crítica especializada.

As impressões nas redes sociais e o crescimento exponencial no número de fãs-clubes dedicados a elas foi algo inédito na história da emissora.

“Juliantina” ganhou um spin-off

Sobretudo, o sucesso foi tamanho que Juliantina saiu da novela para ganhar uma série própria no mesmo ano. Com 19 episódios, a produção também levou assinatura de Carlos Bardasano (Rubi, Se Nos Deixam) com Billy Rozvar.

O roteiro, do mesmo modo, ficou a cargo do escritor Leonardo Padrón (Rubi, Se Nos Deixam), o mesmo da novela.

Lésbicas mexicanas no GLAAD, a maior premiação do universo LGBT

Graças a elas, Amar a Morte juntamente com a série Juntos el Corazón Nunca se Equivoca (do casal gay Aristemo), foram indicadas ao GLAAD Awards 2020. A premiação visa reconhecer os meios que representam o público LGBTQ+.

A GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation) é uma fundação não governamental criada nos Estados Unidos em 1985. Isso aconteceu em meio ao ataque a diversidade sexual durante o surto do vírus da AIDS. Por fim.

A instituição tem como objetivo combater o preconceito e integrar a população LGBTQIA+ na sociedade. Já a premiação, bem como ocorre todos os anos, busca reconhecer quem está contribuindo para o combate e erradicação do preconceito ao retratar essa população nos meios de comunicação.

Desse modo, ambas as produções concorreram na categoria GLAAD Awards em espanhol. As séries El Juego de las Llaves, com Maite Perroni, Elite da Netflix Los Espookys da HBO, também entraram na disputa pelo prêmio naquele ano.

Mais beijos, mais sexo

Juliantina, como resultado, entrou para a história da telenovelas mexicanas como caso raro onde a Televisa inverteu a temática para algo além do universo de romance entre dois homens.

Além disso, Juliana e Valentina foram tão bem aceitas pelo público que as cenas de beijo e sexo entre elas foram intensificadas ao logo da novela.

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Cadu Safner

Cadu Safner

Jornalista e editor-chefe do site Estrela Latina (Metrópoles), repórter com passagens na RedeTV!, Band, AllTV e no portal Terra. Desempenhou funções em editoriais de moda, política, policial e também assina a coluna Holofote, no site Observatório da TV (UOL).

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