Para promover Cuna de Lobos, Paz Vega sobe ao palco e faz performance de tirar o fôlego: “Ainda sou a rainha do bando”

Cadu Safner
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Paz Vega vive a nova Catalina Creel da Televisa (Divulgação: Televisa S.A)
Paz Vega vive a nova Catalina Creel da Televisa (Divulgação: Televisa S.A)

No dia 7 de outubro, às 21h30, a Televisa estreará a segunda produção do projeto Fábrica de Sueños, talvez essa, a mais ousada de todas. Trata-se de Cuna de Lobos, em versão série de 25 episódios, encabeçada pela atriz espanhola Paz Vega, de 43 anos. A emissora mexicana promoveu em sua sede, na quarta-feira (02), uma coletiva de imprensa pra lá de badalada. O evento recebeu todo o elenco da história em uma apresentação de tirar o fôlego. “Eu sou Catalina Creel e ainda sou a rainha do bando“, proferiu Paz Vega, encarnada dela que é considerada a vilã das vilãs: Catalina Creel.

A atriz explicou que a produção de Giselle González, traz uma história “perturbadora, mórbida, com muitos elementos para torná-la atraente ao público. É dedicada a pessoas que viram o original e jovens que não a conhecem”.

Confira o trailer de Cuna de Lobos:

Vencedora de uma Palma de Ouro (é o prêmio de maior prestígio do Festival de Cinema de Cannes), Paz Vega contou que trabalhou seu sotaque para deixá-lo neutro e ter uma fluência melhor na trama. “Minha ideia, em vez de fazer um sotaque mexicano perfeito, era tentar fazer um sotaque neutro, em que em uma cena com meus colegas de cena não parecesse que sou de outro país. Tive pouco tempo de preparação. Cheguei no dia 8 de abril e começamos a trabalhar no dia 15, quase tudo estava pronto”, afirmo ela.

Ao contrário de Catalina Creel, de 1986, interpretada com maestria por María Rubio, sua vilã será uma mulher mais aberta à sexualidade, para que se envolva com mulheres e homens. Vega descreveu Catalina como “uma mulher habilitada, moderna, sensual, carismática e elegante, mas com um problema mental, porque no fundo ela é psicopata. Uma mulher incapaz de amar, simpatizar com a dor dos outros e de uma mulher que não hesitará em eliminar quem passar à frente dela. É uma mulher muito ambiciosa”.

A atriz acrescentou que um dos elementos que mais gostou de sua personagem foi o uso do tapa-olho, uma marca da personagem e da história da teledramaturgia mexicana. “Mais que um elemento irritante, para mim é um grande aliado nesta história. Catalina é o tapa-olho, e, no momento de colocá-lo, é como clicar na minha cabeça e conhecê-la”.

Um tapete vermelho foi colocado para receber as estrelas deste projeto, onde Paz Vega desfilou com uma peça inspirada nas grandes figuras da década de 1920. Leonardo Daniel, Nailea Norvind, Azela Robinson, Gonzalo García Vivanco, Paulette Hernández, Osvaldo de León também marcaram presença.

Já dentro do recinto, as luzes se apagaram para dar lugar à projeção de um vídeo em homenagem à história original de Carlos Olmos, de 1986, lembrando as grandes figuras que morreram. Os aplausos não esperaram dominaram o ambiente assim que as fotos de María Rubio, Gonzalo Vega, Carmen Montejo, Carlos Cámara, Margarita Isabel e Pedro Plascencia, entraram em cena no telão, ao som do criador da música original do enredo.

Aconteceu também uma super performance, em que cada um dos novos personagens se apresentou oficialmente ao público, sendo Catalina Creel a última a subir ao palco, usando um vestido vermelho que emoldurava seu esbelto corpo e refletia sua frieza.

A surpresa da noite ficou por conta de Alejandro Camacho, que em 1986 deu vida a Alejandro Larios. Sua aparição no palco provocou euforia entre os convidados e o ator foi ovacionado. “Passei mais da metade da minha carreira aqui, o projeto Cuna de Lobos foi muito significativo para mim e para a Televisa, que nos encheu de grande prestígio”, disse ele.

Por fim, Giselle González apareceu no palco para agradecer a cada uma das pessoas envolvidas, mas, o momento mais emocionante da noite ocorreu quando a produtora caiu em prantos quando dedicou seu trabalho à família: “Amo meu pai, meus irmãos, meu marido e meu pequeno Nicolás“.

Cadu Safner

Cadu Safner

Jornalista e editor-chefe do site Estrela Latina (Metrópoles), repórter com passagens na RedeTV!, Band, AllTV e no portal Terra. Desempenhou funções em editoriais de moda, política, policial e também assina a coluna Holofote, no site Observatório da TV (UOL).

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