Você sabia? Novela Sonho Meu, nova estreia do canal Viva, já teve versão mexicana

Felipe Brandão
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Lucía Méndez em Vanessa e Leonardo Vieira, Patrícia França e Fábio Assunção em Sonho Meu (Reprodução/Montagem Estrela Latina)
Lucía Méndez em Vanessa e Leonardo Vieira, Patrícia França e Fábio Assunção em Sonho Meu (Reprodução/Montagem Estrela Latina)

Dedicado ao resgate de produções marcantes da Rede Globo, o canal Viva estreou ontem (segunda-feira, 12) uma das novelas mais ansiadas pelo público: Sonho Meu, trama de ares infanto-juvenis que o canal carioca exibiu originalmente entre 1993 e 1994 – e que nunca havia sido reprisada até então.

O que poucos talvez saibam é que a obra em questão já teve, de certa forma, sua própria versão mexicana, produzida em 1982 pela Televisa. Explica-se: Sonho Meu foi escrita a seu tempo por Marcílio Moraes, a partir da fusão de duas novelas antigas do autor brasileiro Teixeira Filho (1922-1984), chamadas A Pequena Órfã (TV Excelsior, 1968) e Ídolo de Pano (Tupi, 1974).

Do primeiro título, extraiu-se a história de Laleska (Carolina Pavanelli), ao fugir da malvada Elisa (Nívea Maria) e encontrar refúgio e afeto junto ao afável Tio Zé (Elias Gleizer). Ídolo de Pano, por sua vez, originou a trama adulta central – focada na disputa entre os irmãos Lucas (Leonardo Vieira) e Jorge (Fábio Assunção) pela fábrica da avó, Paula Candeias de Sá (Beatriz Segall), e pelo amor da operária Cláudia (Patrícia França).

O sucesso de Ídolo de Pano no Brasil da década de 70 acabou animando o lendário produtor mexicano Valentín Pimstein – responsável por sucessos como Os Ricos Também Choram (1979), Chispita (1982) e Carrossel (1989) – a rodar sua própria adaptação da história, intitulada Vanessa.

Lucía Méndez deu vida à personagem-título, uma jovem humilde que conseguia emprego na fábrica de tecidos da aristocrática Cecile Saint Michel (Isabela Corona) e chamava a atenção dos dois netos dela, o mauricinho Luciano – vivido por Héctor Bonilla, com quem Lucía já fizera par anos antes, em Viviana (1978) – e o perverso e dissimulado Pierre – Rogelio Guerra no primeiro grande vilão de sua carreira. Em Ídolo de Pano, mocinho e vilão haviam sido interpretados por Tony Ramos e Dennis Carvalho, enquanto Elaine Cristina deu vida à heroína.

À época, Vanessa alcançou repercussão mediana na terra da tequila – fato que, inclusive, teria desmotivado a Televisa de investir em outras adaptações de folhetins brasileiros. Hoje em dia, há poucas recordações da trama na internet. Uma delas é o trecho abaixo:

Felipe Brandão

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Felipe Brandão é jornalista diplomado desde 2012 - mas sua paixão pela TV e pelas novelas, especialmente as latinas, começou desde muito cedo em sua vida. Gosta de tudo o que envolve arte, apesar de seu apreço duvidoso pelos filmes de um certo boneco Chucky... Ninguém é perfeito, né?

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