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Volta de Chaves após 30 anos, escancara crise de identidade na TVN
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A TVN (Televisión Nacional), uma das principais emissoras de televisão do Chile, resgatou no dia 7 de setembro, após mais de 30 anos, uma das atrações cômicas mais longevas da história: Chaves (El Chavo Del Ocho), causando enorme repercussão nas redes sociais. Por lá, não menos diferente do que representa para o SBT, também, pode-se dizer, foi um verdadeiro um campeão de audiência, além de abocanhar boa parte da grade de programação durante os anos em que esteve presente. Atemporal e transversal, a produção liderada pelo falecido Roberto Gómez Bolaños e produzida desde os anos 70, ou seja, há quase 50 anos, ainda continua em boa forma, ao que parece. Porém, o retorno da produção à TVN se une à exibição excessiva de novelas turcas – um novo fenômeno na indústria.

A enxurrada de enlatados, embora permaneçam com números interessantes e estáveis, em nada garantem a satisfação do público alvo, diz uma recente pesquisa feita pela CNTV, onde pessoas com mais de 60 anos são o público mais fiel da TV aberta, mas não se sentem bem representadas por ela. Mesmo que essas pessoas mais velhas valorizam noticiários, novelas e programas familiares como Pasapalabra (game show transmitido pela Chilevisión e apresentado por Julián Elfenbein, baseado no concurso britânico The Alphabet Game), elas sentem falta da presença de rostos mais familiares à sua idade.

Chaves Del Ocho (Divulgação: Televisa S.A)
Chaves Del Ocho (Divulgação: Televisa S.A)

Na TV chilena, poucos veteranos permanecem em atividade. São os casos da atriz Gabriela Hernández, os Pedro Carcuro e Santiago Pavlovic, da TVN; Raquel Argandoña do canal 13; Alfredo Lamadrid em La Red; Don Francisco que está em vigor graças ao Teleton e alguns poucos trabalhos na TVN. Por outro lado, há a questão da conquista das novas gerações. O amplo segmento milenar, que concentra seu consumo de multimídia em seus dispositivos móveis e que tem uma oferta muito maior, com transmissão em suas diversas formas, tem possibilitado que esses jovens se tornem geradores de seu próprio conteúdo.

Gabriela Hernandez é uma atriz veterana chilena de projeção internacional (Reprodução: TVN)
Gabriela Hernandez é uma atriz veterana chilena de projeção internacional (Reprodução: TVN)

E, pensando nisso, para que possam se tornar concorrentes em potencial, hoje em dia, qualquer pessoa em sua própria casa, com um PC – ou mesmo um telefone celular – com o software certo e com um investimento razoável pode gerar produtos audiovisuais de qualidade perfeitamente comparável a um programa realizado por profissionais com equipamentos profissionais. É um público muito difícil de capturar, e, a certa altura, parecia que a TV aberta não se sentia ameaçada com isso.

No entanto, e talvez devido a problemas de sobrevivência, o setor teve que se concentrar neles, dando acesso à sua programação via streaming ou pendurando-a no YouTube, ou gerando uma programação especial para o público jovem, como o programa K-Pop Match, que lidera a audiência do canal 13 no YouTube. A TVN deve-se alinhar melhor diante das constantes reclamações e sobre o que produzir. A volta do Chaves marca uma tentativa errônea de manter o público fiel, os mais velhos, sintonizados juntos com os millenniuns, pois a atração é muito valorizada no mundo jovem.

K-Pop Match é sensação entre os jovens chilenos no canal 13

Na industria artística chilena, há alguns poucos casos de ‘idosos’ que conseguiram se destacar nas novas plataformas, como Fernando Villegas e Raquel Argandoña no YouTube. A ideia é que nem todos os mais velhos continue glorificando a TV “antiquada”. Em qual público-alvo a TV aberta deve se concentrar: o público adulto, fiel e leal, mas com prazo de validade ou os espectadores indescritíveis do futuro?

As constantes mudanças da TVN, que segue fazendo malabarismo com a grade de programação, mostra a deficiência de sua gestão, para algo muito simples, que, ao mesmo tempo em que pode sim manter o público mais velho feliz com produções tradicionais, que implica fornecer conteúdo mais alinhado às suas necessidade, também não tem aprendido a fazer a leitura da cabeça do jovem nas apostas em produtos como o Chaves e se esquece do cenário digital em que este público está inserido. Os canais precisam atender ao público que os apóia hoje, mas ao mesmo tempo precisam prestar atenção ao público do futuro. Grande parte de sua sobrevivência depende de quão bem eles lidam neste jogo de mão dupla.

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